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Homens que cortaram barbatanas de tubarão e subiram no animal para tirar fotos na Praia do Paiva são multados em R$ 15 mil
07/04/2026
(Foto: Reprodução) Tubarão é retirado do mar por pescadores na Praia do Paiva, em Pernambuco
Três homens que mutilaram um tubarão-cabeça-chata no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, foram autuados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cada um deles terá que pagar uma multa de R$ 5 mil. As penas aplicadas somam R$ 15 mil.
O caso aconteceu no dia 29 de março, na Praia do Paiva. Imagens enviadas ao g1 e à TV Globo mostram dois pescadores cortando as barbatanas do tubarão a facadas e um deles subindo em cima do animal para posar para fotos (veja vídeo acima).
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Os pescadores, que não tiveram os nomes divulgados, foram autuados pela prática de captura ilegal. Comum no Litoral de Pernambuco, o tubarão-cabeça-chata, que tem como nome científico Carcharhinus leucas, é considerado uma espécie ameaçada de extinção.
A caça de animais silvestres com risco de extinção é proibida pelo Artigo 24 do Decreto 6.514/2008. Ainda de acordo com o Ibama, os homens também podem responder criminalmente pelos maus-tratos ao animal.
Captura ilegal
Tubarão-cabeça-chata é retirado do mar e tem barbatanas cortadas na Praia do paiva
Montagem/g1
Segundo a Associação da Reserva do Paiva, o tubarão foi encontrado por volta das 7h do dia 29 de março após ser capturado por uma rede de pesca em alto-mar, a uma distância entre um e dois quilômetros da costa do Paiva.
Conforme a entidade, por orientação da equipe da própria instituição, os pescadores enterraram as vísceras do tubarão e recolheram o restante da carcaça.
As imagens da captura foram analisadas pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), que confirmou a espécie do tubarão.
Em nota, o órgão disse que "a conservação de espécies como o tubarão-cabeça-chata é fundamental para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos". O caso também é investigado pela prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
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